E-1
Comércio por Tratado
Para quem já comercializa com os EUA — se o passaporte permitir. Brasileiros: a alternativa é o B-1 para as viagens e o L-1 para a operação.
Resumo de decisão
🔑 O que destrava este caminho
Cidadania de país com tratado + mais de 50% do volume de comércio da empresa entre os EUA e o país do tratado.
🌱 Ainda não está pronto?
O degrau é o histórico: contratos e faturamento recorrentes com os EUA constroem o caso. Brasileiros precisam da segunda cidadania (como no E-2).
Trabalho
Sim (na empresa do tratado)
Duração
Renovável sem limite (2–5 anos por vez)
Rumo ao Green Card
Indireto — via EB-1C (executivo) ou patrocínio
Família
Cônjuge PODE trabalhar
O que é este visto
O E-1 é o visto do comerciante por tratado: nacionais de países com tratado de comércio e navegação que mantêm um fluxo substancial e contínuo de comércio internacional com os EUA — bens, serviços, tecnologia, transporte, banking.
Assim como o E-2, ele não existe para brasileiros: o Brasil não tem tratado com os EUA. Quem tem dupla cidadania de país qualificante usa a segunda nacionalidade; quem não tem, faz as viagens de negócio com o B-1 e estrutura a operação americana via L-1.
Quem pode seguir por aqui
- Nacionais de país com tratado (lista em travel.state.gov) — ou brasileiros com dupla cidadania qualificante.
- Quem mantém comércio substancial: fluxo contínuo de transações com os EUA, onde a frequência pesa mais que o valor de cada operação.
- Quem tem 50%+ do seu comércio internacional concentrado entre os EUA e o país do tratado.
- Funcionários com a mesma nacionalidade, em função executiva/supervisora ou com qualificação essencial ao negócio.
O que fecha esta porta — e por quê
Brasil sem tratado — bloqueio por nacionalidade
INA §101(a)(15)(E); lista de tratados em 9 FAM 402.9Como no E-2, a exigência é de passaporte de país com tratado de comércio e navegação. Sem segunda cidadania qualificante, o E-1 simplesmente não está na mesa para brasileiros.
Menos da metade do comércio com os EUA
8 CFR §214.2(e)(11)O comércio principal precisa ser com os EUA: mais de 50% do volume internacional da empresa. Quem espalha as exportações por muitos países não fecha o requisito, por maior que seja a operação.
Transações esporádicas não são "comércio substancial"
8 CFR §214.2(e)(10)Uma venda grande por ano não caracteriza o fluxo contínuo que a regra exige. O E-1 é para relações comerciais vivas — numerosas transações ao longo do tempo.
Prazos e regras que definem tudo
2 anos por vez, sem limite de renovações
Estadia inicial de 2 anos e extensões de até 2 anos enquanto o comércio continuar substancial e principal. Reentradas após viagem renovam a admissão automaticamente.
O comércio precisa continuar — todo ano
O E-1 não é conquistado uma vez: cada renovação reavalia o fluxo. Se o volume com os EUA cair abaixo da metade, o status fica em risco na próxima extensão.
Sem ponte direta para o Green Card
Como todo visto E, exige intenção de partir. As pontes de residência passam por outra petição: EB-1C via estrutura multinacional, EB-2 NIW, ou EB-5.
Como funciona, em resumo
- 1
Confirme a nacionalidade qualificante
O passo zero de todo visto E: passaporte na lista de tratados. Brasileiros sem dupla cidadania seguem para o B-1 (viagens) ou L-1 (operação).
- 2
Documente o fluxo de comércio
Contratos, faturas, embarques e pagamentos internacionais — o histórico de transações com os EUA é o coração do caso.
- 3
Prove o comércio principal
Relatório contábil separando o comércio por país, mostrando os EUA com mais de 50% do volume internacional.
- 4
Consulado (DS-160 + DS-156E) ou I-129 por dentro
De fora, o E-1 sai no consulado com o formulário de tratado; quem já está nos EUA em status válido pode mudar via I-129.
Para onde este caminho leva
Pronto para os documentos?
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Ver o checklist →Fontes oficiais
Conteúdo verificado contra as fontes oficiais em 2026-07-16.
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